segunda-feira, 25 de junho de 2012

9º dia, 27/02, segunda-feira: travessia dos lagos (Bariloche a Puerto Varas)


Puerto Pañuelo
5 horas da madrugada, toca a musiquinha no alarme do celular para nos acordar, como programamos. Tomamos nosso café da manhã ali mesmo: as caixinhas com os cappuccinos estavam quentinhas e preparamos uns sanduíches de jamón e queso. Comemos dois e levamos quatro para a viagem, pois sabíamos que só em Peulla haveria um restaurante para utilizarmos. Descemos com as bagagens, fizemos o check-out e saímos em direção ao escritório da Turisur, rebocando nossas malas. Uma matilha de cães nos acompanhou até a esquina: acho que o “farnel” estava apetitoso! Pontualmente às 7:05 o ônibus partiu em direção ao início da travessia. No caminho parou em um hotel, onde embarcou um casal de brasileiros e mais duas jovens. Até Puerto Pañuelo rodamos uns 20 minutos. Ali a agência de turismo cuidou de embarcar as malas, devidamente etiquetadas, que nós teríamos que retirar quando na passagem pela alfândega chilena. 
catamarã Vitoria Andina
Tomamos o catamarãVictoria Andina”, junto com um grupo de portugueses da “melhor” idade e, após uma hora de navegação pelas águas cristalinas do lago Nahuel Huapi, enquanto saboreávamos nosso lanche, chegamos a Puerto Blest. Detalhe: minha câmera acabou a bateria e o guia conseguiu, com o comandante da embarcação, que ele permitisse ligar o carregador na energia da cabine e, resolvido o problema!
Puerto Blest
Ali pegamos um ônibus, rodamos 15 minutos, passando pela floresta repleta de árvores da espécie “alerce”, as quais, segundo nosso guia, Edoardo, são antiqüíssimas, estão protegidas por lei e foi 
muito utilizada na construção das casas que existem na região, por ser uma madeira fácil de trabalhar, além de muito duráveis. O destino era Puerto Alegre, onde embarcamos no pequeno “Ciudad de La Fé”, para navegar pelo lago Frias até chegarmos a Puerto Frias,
Ciudad de La Fé


onde se encontra a aduana argentina e se processam os trâmites de saída do país. Ali há uma pequenina cafeteria na qual, além de ser possível tomar um café ou chocolate quente, também se pode fazer câmbio, deixando os pesos argentinos e trocando-os por chilenos. Nosso guia voltou para Bariloche, com outra excursão e fomos entregues a uma guia chilena, que nos acompanhou até o destino final. 


Puerto Frias
Seguimos, então, em outro ônibus, por uma estrada de rípio estreita e sinuosa, entramos no Parque Nacional Vicente Perez Rosales, seguindo até Peulla, onde está a aduana chilena. Já havíamos preenchido os formulários que nosso guia argentino havia nos fornecido e passamos, sem problemas, mesmo tendo que abrir todas as malas para comprovar que não levávamos produtos de origem vegetal ou animal, proibidos e que podem gerar uma multa de até US$500.00, no caso de descumprir-se a tal lei. Então, de novo no ônibus, prosseguimos até onde está o grande e novo hotel Peulla, cujo restaurante pode ser utilizado pelos turistas e não só pelos hóspedes, e pouquíssimas coisas para fazer e passar o tempo. 
Hotel Peulla (o novo)

Como não tínhamos fome, pois estávamos devidamente abastecidos pelo “farnel”, pedi uma long-neck Polar Imperial (CLP$2.000,00), só para distrair, e liquidei um pacotinho de biscoitos tipo chips, que também veio de Bariloche. 
Eram 14:00 h, estava chovendo e teríamos que esperar até às 16:30 h, horário em que  o catamarã Lagos Andinos partia de Peulla em direção a Petrohue, última parada antes de rumarmos para Puerto Varas.


Arredores do Hotel Peulla




Mary me convidou para dar uma volta pelos arredores, mas não tive vontade e ela foi sozinha.






Catamarã "Lagos Andinos" no lago Todos los Santos


Descobrimos que este barco sai pela manhã de Petrohue com turistas que pretendem passar o dia em Peulla. Daí a espera até às 16:30 h (se alguém perder este barco, só no dia seguinte, às 16:30!)...






Petrohue





De Petrohue até Puerto Varas fomos de ônibus: outra hora de viagem.
Puerto Varas









Hostal Opapa Juan
Quando chegamos à cidade de Puerto Varas, continuava chovendo. Pegamos um táxi (é barato: CLP$1.500,00 = R$6,00 da orla até o hotel)) e, em 5 minutos, estávamos no Hostal Opapa Juan.
Restaurante Donde El Gordito




Fomos muito bem recebidos pela Srª Joaquina, a proprietária, e seu filho Renato. Depois de um banho de chuveiro um tanto quanto complicado (hora a água estava gelada, hora estava pelando...), pedimos uma indicação de restaurante onde poderíamos comer um bom pescado.



A Srª Joaquina nos recomendou o Donde El Gordito”, situado no centro da pequena cidade, para onde fomos a pé. O restaurante é bem "família" e nos pareceu que tanto as atendentes como o caixa eram irmãos ou, pelo menos, parentes.



Tomei um Campari com gelo e limão, para abrir o apetite. Pedimos, como entradas, vieiras a pil-pil e camarões a pil-pil, servidos em pequenas porções individuais, em cazuelas e estavam bastante saborosos. Como prato principal Mary foi de congrio a La plancha (filé de congrio grelhado, servido com arroz, molho de alcaparras) e eu uma merluza a Gordito (filé de merluza grelhado, molho de tomates, lingüiça fatiada, ervilhas e batatas fatiadas e fritas). Pedimos um vinho Errazuriz sauvignon blanc para acompanhar (muito bem, por sinal). A conta: CLP$35.000,00. Voltamos ao hotel de táxi: CLP$1.500,00!

merluza a Gordito
vieiras a pil-pil
camarões a pil-pil

           

     





Congrio a la plancha
 



Dica gastronômica: Restaurante Donde El Gordito, San Bernardo, 560, Puerto Varas

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