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| Puerto Pañuelo |
5 horas da
madrugada, toca a musiquinha no alarme do celular para nos
acordar, como programamos. Tomamos nosso café da manhã ali mesmo: as caixinhas
com os cappuccinos estavam quentinhas
e preparamos uns sanduíches de jamón e
queso. Comemos dois e levamos quatro para
a viagem, pois sabíamos que só em Peulla haveria um restaurante para
utilizarmos. Descemos com as bagagens, fizemos o check-out e saímos em direção ao escritório da Turisur, rebocando
nossas malas. Uma matilha de cães nos acompanhou até a esquina: acho que o
“farnel” estava apetitoso! Pontualmente às 7:05 o ônibus partiu em direção ao
início da travessia. No caminho parou em um hotel, onde embarcou um casal de
brasileiros e mais duas jovens. Até Puerto Pañuelo rodamos uns 20
minutos. Ali a agência de turismo cuidou de embarcar as malas, devidamente
etiquetadas, que nós teríamos que retirar quando na passagem pela alfândega
chilena.
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| catamarã Vitoria Andina |
Tomamos o catamarã “Victoria
Andina”, junto com um grupo de portugueses da “melhor” idade e, após
uma hora de navegação pelas águas cristalinas do lago Nahuel Huapi, enquanto saboreávamos nosso lanche, chegamos a Puerto
Blest. Detalhe: minha câmera acabou a bateria e o guia conseguiu, com o
comandante da embarcação, que ele permitisse ligar o carregador na energia da
cabine e, resolvido o problema!
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| Puerto Blest |
Ali pegamos um
ônibus, rodamos 15 minutos, passando pela floresta repleta de árvores da
espécie “alerce”, as quais, segundo nosso guia, Edoardo, são antiqüíssimas, estão protegidas por lei e foi
muito
utilizada na construção das casas que existem na região, por ser uma madeira fácil
de trabalhar, além de muito duráveis. O destino era Puerto Alegre, onde
embarcamos no pequeno “Ciudad de La Fé”, para navegar pelo lago Frias até chegarmos a Puerto
Frias,
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| Ciudad de La Fé |
onde se
encontra a aduana argentina e se
processam os trâmites de saída do país. Ali há uma pequenina cafeteria na qual,
além de ser possível tomar um café ou chocolate quente, também se pode fazer
câmbio, deixando os pesos argentinos e trocando-os por chilenos. Nosso guia
voltou para Bariloche, com outra excursão e fomos entregues a uma guia chilena,
que nos acompanhou até o destino final.
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| Puerto Frias |
Seguimos, então, em outro ônibus, por
uma estrada de rípio estreita e
sinuosa, entramos no Parque Nacional Vicente Perez Rosales, seguindo até Peulla, onde está a aduana chilena. Já havíamos preenchido os formulários que nosso
guia argentino havia nos fornecido e passamos, sem problemas, mesmo tendo que
abrir todas as malas para comprovar que não levávamos produtos de origem
vegetal ou animal, proibidos e que podem gerar uma multa de até US$500.00, no
caso de descumprir-se a tal lei. Então, de novo no ônibus, prosseguimos até
onde está o grande e novo hotel Peulla, cujo restaurante pode ser
utilizado pelos turistas e não só pelos hóspedes, e pouquíssimas coisas para
fazer e passar o tempo.
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| Hotel Peulla (o novo) |
Como não tínhamos fome, pois estávamos devidamente
abastecidos pelo “farnel”, pedi uma long-neck Polar Imperial (CLP$2.000,00),
só para distrair, e liquidei um pacotinho de biscoitos tipo chips, que também veio de Bariloche.
Eram 14:00 h,
estava chovendo e teríamos que esperar até às 16:30 h, horário em que o
catamarã Lagos Andinos partia de
Peulla em direção a
Petrohue, última parada antes de rumarmos para Puerto Varas.
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| Arredores do Hotel Peulla |
Mary me convidou para dar uma
volta pelos arredores, mas não tive
vontade e ela foi sozinha.
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| Catamarã "Lagos Andinos" no lago Todos los Santos |
Descobrimos que este barco sai pela manhã de
Petrohue com turistas que pretendem
passar o dia em
Peulla. Daí a espera até às 16:30 h (se alguém perder este
barco, só no dia seguinte, às 16:30!)...
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| Petrohue |
De
Petrohue até
Puerto Varas fomos de ônibus: outra hora de viagem.
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| Puerto Varas |
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| Hostal Opapa Juan |
Quando chegamos à cidade de Puerto Varas, continuava chovendo. Pegamos um táxi (é barato: CLP$1.500,00
= R$6,00 da orla até o hotel)) e, em 5 minutos, estávamos no Hostal Opapa Juan.
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| Restaurante Donde El Gordito |
Fomos muito
bem recebidos pela Srª Joaquina, a proprietária, e seu filho Renato. Depois de
um banho de chuveiro um tanto quanto complicado (hora a água estava gelada,
hora estava pelando...), pedimos uma indicação de restaurante onde poderíamos
comer um bom pescado.
A Srª Joaquina nos recomendou o “Donde El Gordito”,
situado no centro da pequena cidade, para onde fomos a pé. O restaurante é bem "família" e nos pareceu que tanto as atendentes como o caixa eram irmãos ou, pelo
menos, parentes.
Tomei um
Campari com
gelo e limão, para abrir o apetite.
Pedimos,
como entradas
, vieiras a pil-pil e
camarões a pil-pil,
servidos em pequenas porções individuais, em
cazuelas e estavam bastante saborosos. Como prato principal Mary
foi de
congrio a La plancha (filé de
congrio grelhado, servido com arroz, molho de alcaparras) e eu uma
merluza
a Gordito (filé de merluza grelhado, molho de tomates, lingüiça fatiada,
ervilhas e batatas fatiadas e fritas). Pedimos um vinho
Errazuriz sauvignon blanc para
acompanhar (muito bem, por sinal). A conta: CLP$35.000,00. Voltamos ao hotel de
táxi: CLP$1.500,00!
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| merluza a Gordito |
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| vieiras a pil-pil |
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| camarões a pil-pil |
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| Congrio a la plancha |
Dica
gastronômica: Restaurante Donde El Gordito, San Bernardo, 560, Puerto
Varas
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