No dia
anterior tínhamos resolvido que experimentaríamos algo diferente, utilizaríamos
a pequena cozinha do quarto e tomaríamos um pequeno café da manhã ali mesmo.
Havíamos comprado no supermercado duas caixinhas
tetra-pak com cappuccino,
similares às que existem no Brasil com achocolatados, e um pacotinho com uns
biscoitos pequenos, doces, chamados
“galletitas
de la abuela” (biscoitos da vovó). Então aquecemos o
cappuccino numa panelinha e aproveitamos este nosso
desayuno.
Pegamos o carro alugado e
rumamos para Villa la Angostura.
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| Villa la Angostura
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Os
primeiros 52 km
são de asfalto e, dali em diante são mais 50 de rípio. Como não tínhamos pressa, fomos curtindo a paisagem, que
variava entre floresta, lagos e rios encachoeirados. Finalmente chegou o
asfalto de novo, depois de quase duas horas de viagem e faltando ainda uns 10 km até o centro da cidade.
Lá chegando, estacionamos e saímos à procura de um local para tomarmos um espresso e comer algo.
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| croque monsieur
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Achamos uma cafeteria
logo na primeira esquina, na entrada sul da cidade. Pedimos espresso dopio (duplo), chocolate quente
e um croque
monsieur, aquele misto quente com queijo gratinado por cima. Devidamente
abastecidos, fomos perambular. Havíamos estado por ali três anos atrás e, após
a nuvem de cinzas vulcânicas que assolaram a cidade, ocorrida no ano de 2011,
oriundas do Vulcão Puyehue, a cidade,
que era linda e florida, está um tanto quanto suja e descolorida, alguns
terrenos ainda cobertos pelas cinzas, alguns telhados danificados e não
recuperados, enfim, perdeu o encanto que encontramos ali em nossa viagem
anterior. Passeamos pelo comércio local, com muitas opções de artesanatos (comprei
um conjunto com três peças entalhadas em madeira que são imagens de patos
selvagens voando, que irei colocar na parede da varanda de nossa casa de campo)
e resolvemos retornar para San Martin,
porém passando por Villa Traful, um lugarejo que fica às margens do lago de mesmo
nome.
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| Villa traful |
A estrada para
lá parte da que vai para San Martin, 32 km depois de Villa la Angostura, entrando
à direita e rodando mais 30 km
de rípio. A pequena vila é constituída por um escritório dos Guarda-parques, uma capela, um
escritório da administração, um belo hotel em construção, um molhe de abrigo
para pequenas embarcações, chalés para férias e um pequeno
restaurante-bar, a Casa de Té da Chef Ñancu Lauhen.
Como
não poderia ser diferente, fizemos um pit-stop
e saboreamos cervejas artesanais
locais, uma negra (escura) e uma rubia (clara, meio turva), acompanhadas
por uma provoleta especial: uma fatia
de queijo provolone derretido, coberto com ovos mexidos e com fatias de tomates
frescos, salpicados por orégano.
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| trucha rosada ao limón
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| milanesa de cervo com purê de calabaza
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Retornamos, então, a San Martin, usando o mesmo caminho de ida, aonde chegamos por volta
das sete e meia da noite. Passamos no supermercado e compramos nosso café da
manhã do dia seguinte: cappuccino na
caixinha tetra-pak, pão para
hamburger, queijo e presunto cozido fatiados. Abastecemos o automóvel com nafta super, deixamos as compras no
hotel, paguei a conta da hospedagem e, devido ao sucesso do jantar da noite anterior,
resolvemos repetir a dose: lá fomos nós novamente para o Restaurante Colorado. Desta vez eu pedi trucha rosada ao limón
(um filé de truta salmonada grelhada e coberta com molho de manteiga e limão),
acompanhada por papas espanholas (batatas
cozidas e salteadas no azeite). Mary pediu milanesa
de cervo com purê de calabaza (um
bife de carne de veado preparado à milanesa, acompanhado por purê de abóbora).
Para beber, uma garrafa do Newen sauvignon blanc. Encerrei com
um espresso e fechamos a conta:
ARG$190,00. Voltamos com o carro e estacionamos no pátio do apart hotel, fomos arrumar as malas,
tomar banho e dormir.
Dica
gastronômica: Casa de Té Ñancu Lahuen, Villa
Traful
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