segunda-feira, 25 de junho de 2012

1º dia – 19/2, domingo: de Vitória, ES, para Santiago, Chile


Como em todos as vezes que vamos iniciar uma viagem, acordei muito cedo e fui comprar pão fresco e outros ingredientes para preparar uns sanduiches para comermos durante o tempo em que iríamos aguardar a hora de nossos vôos – não concordamos em ser BRUTALMENTE EXTORQUIDOS nos aeroportos, pelas lanchonetes e restaurantes que exploram os turistas desbragadamente, daí levarmos nossos próprios lanches! Então, tudo pronto, malas fechadas, “farnel” dentro da bolsa térmica, descemos quando a portaria nos avisou que o táxi que solicitamos havia chegado. Já “de cara” tivemos uma primeira surpresa, pois após colocarmos as bagagens no porta-malas do táxi e embarcarmos, o motor dele não quis funcionar, parecia que a bateria tinha acabado, e tivemos que dar um “empurrãozinho” no dito cujo para ele pegar no tranco! Conseguimos partir, chegamos ao aeroporto e fomos logo atendidos, pois que estava vazio. Aí foi só esperar a hora de embarcar e, exatamente às 12h18min decolamos. No vôo da TAM para Guarulhos serviram-nos um sanduíche quente de presunto e queijo, cerveja Xingu e suco. Como despachamos nossas bagagens diretamente para Santiago (vôo TAM + LAN, parceiras), em São Paulo foi só colocarmos o selo da Infraero nos e-tickets e estávamos prontos para embarcar. Enquanto isso, saboreamos nossos deliciosos sanduíches caseiros acompanhados por uma Skol em lata (R$ 7,00!) e uma  garrafinha de água saborizada  H2OH! (R$6,50!). Às 19h15min, como previsto, decolamos rumo ao Chile. 
A LAN serviu um croissant recheado com jamón (presunto) e queso (queijo), vinho tinto ou branco, sucos e refrigerantes, além de uma salada de frutas “de anteontem” e um (isso mesmo, UM!) biscoitinho cookie Balduco! Neste momento lembramos que não é permitido entrar naquele país levando produtos de origem animal ou vegetal, quer dizer, nossos sanduíches caseiros que ainda estavam conosco teriam que ser descartados... Resolvemos, então, comê-los e, quem sabe, desembarcar com o que nos serviram a bordo para, mais tarde, os saborearmos no hotel. Quando o avião aterrissou em solo chileno, ouvimos, pelo sistema de som, que qualquer transgressão a estas regras poderiam gerar multas de até CLP$115.000.00 (pesos chilenos), ou seja, quase R$500,00! Resolvemos “abortar” nosso plano, deixamos os croissants em cima das poltronas que ocupávamos e desembarcamos. Pegamos nossas malas na esteira, passamos pela imigração e pela aduana     (alfândega), pegamos um táxi oficial, previamente pago (CLP$15.000,00 = R$60,00) e fomos, confortavelmente instalados, até o hotel IBIS Santiago Estación Central
hotel IBIS Santiago Estación Central
Aí veio a 2ª surpresa: conforme o recepcionista, Edoardo, ou pagávamos em dólar (em espécie), ou o hotel iria nos cobrar mais 19% (dezenove por cento!) de impostos, se quiséssemos pagar em CLP ou com o cartão de débito! A explicação era que, como a moeda em ambos os casos, seria local, o governo chileno cobraria esta taxa adicional (IVA) de 19%. A outra opção seria quitar com o cartão de crédito e desembolsar mais 6,38% de IOF, que o governo brasileiro instituiu... Pagamos em dólar cash, mesmo! Feito isso, só nos restou tomar um bom banho e dormir: amanhã embarcamos num ônibus para Pucón, cidade distante de Santiago uns 800 km, de onde começaremos nossas travessias pelos Lagos Andinos.

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