Como em todos as vezes que vamos iniciar uma viagem, acordei muito cedo
e fui comprar pão fresco e outros ingredientes para preparar uns sanduiches para comermos durante o
tempo em que iríamos aguardar a hora de nossos vôos – não concordamos em ser BRUTALMENTE EXTORQUIDOS
nos aeroportos, pelas lanchonetes e restaurantes que exploram os turistas
desbragadamente, daí levarmos nossos próprios lanches! Então, tudo pronto,
malas fechadas, “farnel” dentro da bolsa térmica, descemos quando a portaria
nos avisou que o táxi que solicitamos havia chegado. Já “de cara” tivemos uma
primeira surpresa, pois após colocarmos as bagagens no porta-malas do táxi e
embarcarmos, o motor dele não quis funcionar, parecia que a bateria tinha acabado,
e tivemos que dar um “empurrãozinho”
no dito cujo para ele pegar no tranco! Conseguimos partir, chegamos ao
aeroporto e fomos logo atendidos, pois que estava vazio. Aí foi só esperar a
hora de embarcar e, exatamente às 12h18min decolamos. No vôo da TAM para
Guarulhos serviram-nos um sanduíche quente de presunto e queijo, cerveja Xingu
e suco. Como despachamos nossas bagagens diretamente para Santiago (vôo TAM +
LAN, parceiras), em São
Paulo foi só colocarmos o selo da Infraero nos e-tickets e
estávamos prontos para embarcar. Enquanto isso, saboreamos nossos deliciosos
sanduíches caseiros acompanhados por uma Skol em lata (R$ 7,00!) e uma garrafinha de água saborizada H2OH!
(R$6,50!). Às 19h15min, como previsto, decolamos rumo ao Chile.
A LAN serviu um
croissant recheado com jamón (presunto) e queso (queijo), vinho tinto ou branco, sucos e refrigerantes, além
de uma salada de frutas “de anteontem” e um (isso mesmo, UM!) biscoitinho cookie Balduco! Neste momento lembramos
que não é permitido entrar naquele país levando produtos de origem animal ou
vegetal, quer dizer, nossos sanduíches caseiros que ainda estavam conosco
teriam que ser descartados... Resolvemos, então, comê-los e, quem sabe,
desembarcar com o que nos serviram a bordo para, mais tarde, os saborearmos no
hotel. Quando o avião aterrissou em solo chileno, ouvimos, pelo sistema de som,
que qualquer transgressão a estas regras poderiam gerar multas de até
CLP$115.000.00 (pesos chilenos), ou seja, quase R$500,00! Resolvemos “abortar”
nosso plano, deixamos os croissants
em cima das poltronas que ocupávamos e desembarcamos. Pegamos nossas malas na
esteira, passamos pela imigração e pela aduana (alfândega), pegamos um táxi oficial,
previamente pago (CLP$15.000,00 = R$60,00) e fomos, confortavelmente instalados,
até o hotel IBIS Santiago Estación Central.
![]() |
| hotel IBIS Santiago Estación Central |
Aí veio a 2ª surpresa: conforme o recepcionista, Edoardo, ou pagávamos em dólar (em
espécie), ou o hotel iria nos cobrar mais 19% (dezenove por cento!) de
impostos, se quiséssemos pagar em CLP ou com o cartão de débito! A explicação
era que, como a moeda em ambos os casos, seria local, o governo chileno
cobraria esta taxa adicional (IVA) de 19%. A outra opção seria quitar com o
cartão de crédito e desembolsar mais 6,38% de IOF, que o governo brasileiro
instituiu... Pagamos em dólar cash,
mesmo! Feito isso, só nos restou tomar um bom banho e dormir: amanhã embarcamos
num ônibus para Pucón, cidade
distante de Santiago uns 800
km , de onde começaremos nossas travessias pelos Lagos
Andinos.



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