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| estrada pavimentada com rípio |
A van chegou pontualmente às 7:00 da
manhã. Tinha chovido bastante, durante a noite, mas nesta hora havia só uma
garoa. Vale lembrar que, na noite anterior, informamos ao pessoal do hotel que
iríamos sair cedo e prontamente se dispuseram a preparar um café da manhã
especial, já que, oficialmente, o horário para o desayuno era entre 8 e 10:30. Alimentados e com as bagagens prontas
para esta próxima etapa, tomamos lugar na van,
que era conduzida pelo Sr. Jaime e tinha como guia o Luis António, estudante de
turismo que termina seu curso em meados deste ano. A estrada é boa e passamos
por Curarruhue e pelo lago Tromen.
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| aduana chilena |
São 160 km de asfalto e 20 de rípio, que é um pavimento
de terra e pedrinhas soltas e é preciso muito cuidado ao dirigir, pois derrapar
ali é muito fácil. Passamos pelas
aduanas chilena e argentina, sendo
que a empresa que nos transportou
cuidou de toda a documentação necessária, assim como das taxas que tem que ser pagas na
Argentina.
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| vulcão Lanín |
A paisagem, com vista para o vulcão
Lanín, é deslumbrante, ainda mais
porque o céu estava limpo, sem nuvens.
Chegamos a Junin de los Andes, onde
o Jaime fez questão de nos levar até a igreja local, que tem uma história de
uma menina nascida no Chile e que virou santa na Argentina é a igreja de Nuestra Señora de las Nieves.
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| igreja de N.S. de las Nieves |
Mais alguns
quilômetros e alcançamos San Martins de los Andes, às margens do lago Lácar, onde havíamos
reservado 3 noites no Apart Hotel Robles Del Sur. A cidade é bem planejada, com ruas largas e arborizadas e com muitas de suas construções feitas com troncos de madeira, envernizados, muito bonitos e que trazem aquele aspecto de acolhimento, de aconchego.
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| San Martin de los Andes |
Deixamos
nossas bagagens no hotel e fomos dar uma pequena volta na cidade, quando
aproveitei para sacar um pouco de pesos argentinos num caixa eletrônico.
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| apart hotel Robles del Sur |
Fomos
deixados no molhe, onde já estava atracada a lancha Patagónia I, na qual faríamos o passeio no lago Lácar,
apresentamos nosso voucher no guichê
da empresa e aguardamos até a hora da saída, às 12:30 h. Embarcamos, debaixo de
um sol de verão “tropical” junto com mais umas 30 pessoas e desatracamos.
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| lancha Patagónia I |
Após
uma hora e meia navegando nas águas cristalinas do lago, fizemos a primeira parada:
Puerto
Don Bruno. E o primeiro pit stop, claro!
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| Puerto Don Bruno |
É um
balneário, com um bar/restaurante, onde ficamos durante uma hora, e pudemos
saborear cervejas Quilmes bock e blanca, long-necks bem geladas, uma cazuela (cumbuquinha) de queijo
provolone defumado cortado em cubos e outra com jamón crudo (presunto cru) fatiado, ambos deliciosos. Vinham
acompanhados de fatias de pão francês e nachos,
além de um molho igual ao nosso conhecido como “à campanha” e pepininhos em
conserva (pickles). Observamos que a
maioria das pessoas que desembarcaram ali, junto conosco, almoçavam, e os
pratos que passavam estavam bastante apetitosos. Mas guardamos nosso apetite
para um bom jantar, à noite. A conta: ARG$80,00.
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| pit stop |
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| cascata Chachín |
Embarcamos novamente e
navegamos mais uma hora, até a próxima parada: Puerto Chachín, onde
fizemos uma caminhada de 40 minutos por uma trilha, dentro da floresta, até a Cascata Chachín,
uma queda d’água com quase 30 m
de altura!
A escala seguinte foi na Isla Santa Teresita (Ilha Santa Teresinha), onde há uma
pequena capela, construída no início do século XX pelos madeireiros alemães,
que ali se instalaram para explorar a madeira nativa das florestas locais.
Contam os historiadores que, naquela época, os casamentos eram realizados nesta
capela e, as noivas, tinham que vir remando seus pequenos botes até ali (e
depois encarar uma “lua de mel”...)!
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| capela Santa Teresita |
Dali seguimos
navegando até Paso Hua Hum, quase na fronteira com o Chile, onde paramos e
desembarcamos mais uma vez. Ali existe uma cafeteria/restaurante, para um
reabastecimento, onde compramos água mineral. Enfim,
reembarcamos e retornamos a San Martin de los Andes, onde chegamos
por volta das oito e meia da noite. Fomos, então, jantar no restaurante “Ku
de los Andes”, referência gastronômica na cidade.
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| restaurante Ku de los Andes |
Mary saboreou uma milanesa
de ternera a napolitana (um
bife à milanesa de vitela fininho e macio, coberto com queijo mussarela
derretido e fatias de tomates frescos) e eu pedi brochette de ciervo (cubos
de carne de veado, de cebola e de bacon, grelhados) acompanhado de legumes também
grelhados. Bebemos um vinho delicioso: Sol
Amante, da vinícola argentina Escorihuela, malbec (a uva emblemática da Argentina), 2011. A conta: ARG$211,00
(US$50.00).
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| milanesa de ternera a napolitana |
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| brochette de ciervo
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| vinho Sol Amante |
Após esta refeição só nos restou ir para o hotel e cair nos braços de Morfeu...
Dica
gastronômica: Restaurante Ku de Los Andes, Av. San Martin, 1053, San
Martin de los Andes
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