segunda-feira, 25 de junho de 2012

4º dia, 22/02, quarta-feira: Junin de los Andes, San Martin de los Andes



estrada pavimentada com rípio

A van chegou pontualmente às 7:00 da manhã. Tinha chovido bastante, durante a noite, mas nesta hora havia só uma garoa. Vale lembrar que, na noite anterior, informamos ao pessoal do hotel que iríamos sair cedo e prontamente se dispuseram a preparar um café da manhã especial, já que, oficialmente, o horário para o desayuno era entre 8 e 10:30. Alimentados e com as bagagens prontas para esta próxima etapa, tomamos lugar na van, que era conduzida pelo Sr. Jaime e tinha como guia o Luis António, estudante de turismo que termina seu curso em meados deste ano. A estrada é boa e passamos por Curarruhue e pelo lago Tromen.
aduana chilena
 São 160 km de asfalto e 20 de rípio, que é um pavimento de terra e pedrinhas soltas e é preciso muito cuidado ao dirigir, pois derrapar ali é muito fácil. Passamos pelas aduanas chilena e argentina, sendo que a empresa que nos transportou cuidou de toda a documentação necessária, assim como das taxas que tem que ser pagas na Argentina. 



vulcão Lanín
A paisagem, com vista para o vulcão Lanín, é deslumbrante, ainda mais porque o céu estava limpo, sem nuvens. 









Chegamos a Junin de los Andes, onde o Jaime fez questão de nos levar até a igreja local, que tem uma história de uma menina nascida no Chile e que virou santa na Argentina é a igreja de Nuestra Señora de las Nieves.
igreja de N.S. de las Nieves

Mais alguns quilômetros e alcançamos
San Martins de los Andes, às margens do lago Lácar, onde havíamos reservado 3 noites no Apart Hotel Robles Del Sur. A cidade é bem planejada, com ruas largas e arborizadas e com muitas de suas construções feitas com troncos de madeira, envernizados, muito bonitos e que trazem aquele aspecto de acolhimento, de aconchego. 

San Martin de los Andes
Deixamos nossas bagagens no hotel e fomos dar uma pequena volta na cidade, quando aproveitei para sacar um pouco de pesos argentinos num caixa eletrônico. 







apart hotel Robles del Sur
Fomos deixados no molhe, onde já estava atracada a lancha Patagónia I, na qual faríamos o passeio no lago Lácar, apresentamos nosso voucher no guichê da empresa e aguardamos até a hora da saída, às 12:30 h. Embarcamos, debaixo de um sol de verão “tropical” junto com mais umas 30 pessoas e desatracamos. 




lancha Patagónia I




Após uma hora e meia navegando nas águas cristalinas do lago, fizemos a primeira parada: Puerto Don Bruno. E o primeiro pit stop, claro!


Puerto Don Bruno



É um balneário, com um bar/restaurante, onde ficamos durante uma hora, e pudemos saborear cervejas Quilmes bock e blanca, long-necks bem geladas, uma cazuela (cumbuquinha) de queijo provolone defumado cortado em cubos e outra com jamón crudo (presunto cru) fatiado, ambos deliciosos. Vinham acompanhados de fatias de pão francês e nachos, além de um molho igual ao nosso conhecido como “à campanha” e pepininhos em conserva (pickles). Observamos que a maioria das pessoas que desembarcaram ali, junto conosco, almoçavam, e os pratos que passavam estavam bastante apetitosos. Mas guardamos nosso apetite para um bom jantar, à noite. A conta: ARG$80,00. 

pit stop
cascata Chachín
Embarcamos novamente e navegamos mais uma hora, até a próxima parada: Puerto Chachín, onde fizemos uma caminhada de 40 minutos por uma trilha, dentro da floresta, até a Cascata Chachín, uma queda d’água com quase 30 m de altura! 





A escala seguinte foi na Isla Santa Teresita (Ilha Santa Teresinha), onde há uma pequena capela, construída no início do século XX pelos madeireiros alemães, que ali se instalaram para explorar a madeira nativa das florestas locais. Contam os historiadores que, naquela época, os casamentos eram realizados nesta capela e, as noivas, tinham que vir remando seus pequenos botes até ali (e depois encarar uma “lua de mel”...)!
capela Santa Teresita

                                  
Dali seguimos navegando até Paso Hua Hum, quase na fronteira com o Chile, onde paramos e desembarcamos mais uma vez. Ali existe uma cafeteria/restaurante, para um reabastecimento, onde compramos água mineral. Enfim, reembarcamos e retornamos a San Martin de los Andes, onde chegamos por volta das oito e meia da noite. Fomos, então, jantar no restaurante “Ku de los Andes”, referência gastronômica na cidade. 
restaurante Ku de los Andes


Mary saboreou uma milanesa de ternera a napolitana (um bife à milanesa de vitela fininho e macio, coberto com queijo mussarela derretido e fatias de tomates frescos) e eu pedi brochette de ciervo (cubos de carne de veado, de cebola e de bacon, grelhados) acompanhado de legumes também grelhados. Bebemos um vinho delicioso: Sol Amante, da vinícola argentina Escorihuela, malbec (a uva emblemática da Argentina), 2011. A conta: ARG$211,00 (US$50.00). 
milanesa de ternera a napolitana

brochette de ciervo






















vinho Sol Amante














Após esta refeição só nos restou ir para o hotel e cair nos braços de Morfeu...

               
Dica gastronômica: Restaurante Ku de Los Andes, Av. San Martin, 1053, San Martin de los Andes

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